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Realizada a VII Conferência Municipal da Saúde em Três Palmeiras

11/04/2019

Luciana Fernanda Colares*

 

Com o objetivo de discutir temas pertinentes a melhoria do atendimento do Sistema Único de Saúde - SUS e ouvir a população, a  administração municipal de Três Palmeiras em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde realizou a 7ª Conferência Municipal da Saúde no dia 11 de abril, no Centro Municipal de Eventos e contou com a participação dos conselheiros municipais da saúde, autoridades políticas, funcionários da saúde, demais funcionários da prefeitura e a população em geral.

O tema desse ano foi “Democracia e Saúde: Saúde como direito e Consolidação e Financiamento do SUS”, seus principais eixos de discussão foram ‘a saúde como direito, à consolidação dos princípios do SUS e o financiamento adequado e suficiente para o SUS’. Segundo o secretário da saúde, Fábio Alves dos Santos, o principal objetivo da conferência foi ouvir a comunidade, especialmente as pessoas que utilizam os atendimentos da Sistema Único de Saúde. “Todas as áreas de saúde são discutidas nas conferências municipais” destaca Fábio.

Dentro de cada eixo discutido surgiram um total de quinze propostas, que serão enviadas para a Conferência Estadual da Saúde, que será realizada no final do mês de maio, em Porto Alegre e posteriormente levadas para a Conferência Nacional. Estas propostas serão defendidas por quatro delegados titulares quatro suplentes, que são dois trabalhadores da saúde, dois gestores e quatro usuários do SUS, escolhidos durante a conferência.

Segundo o secretário da saúde, a principal proposta feita foi a necessidade de ter  um Hospital de referência na região, mais próximo a população, com atendimento de alta complexidade, ou seja atendimento especializado de emergência, pois muitas vezes, o município não consegue vagas para seus pacientes em hospitais de referência, próximo ao município, tendo que se deslocar para longe.

Outra questão abordada foi ampliar e fortalecer a política de  assistência farmacêutica, ou seja aumentar o variedade de medicamentos disponibilizados de graça a população, pois muitos medicamentos possuem um custo muito alto para alguns usuários do SUS.  Reestruturar as estratégias de saúde da família, a questão do uso dos agrotóxicos, algo que precisa ser discutido, mas não possui muitas políticas com relação a isso.

Também foi proposto sobre a possibilidade de mudança ou reforma da PEC 241, que congela os gastos públicos por um período de 20 anos, e consequentemente prejudica o alcance e a qualidade dos serviços públicos oferecidos ao longo dos anos, pois o valor repassado para  a saúde será o mesmo durante estes vinte anos, não sofrendo reajuste conforme a inflação e  não levando em conta o crescimento populacional e o envelhecimento da população.

A nutricionista e coordenadora da conferência municipal, Greisi Kossmann, ressalta a importância que as conferências têm de mudar a política nacional de saúde e principalmente como a participação da comunidade é necessária, pois é o momento de poder dialogar, discutir e conversar sobre o que se deve melhorar no atendimento da saúde no município.

Para o secretário da saúde, existem algumas propostas que podem ter um impacto a curto prazo, como a questão dos medicamentos disponibilizados, mas a questão de atendimentos de alta complexidade em um hospital de referência na região é um projeto a longo prazo.

 

*estagiária sob a supervisão do jornalista Luidy A. L. Roncalio